O SENHOR RAMA FAZ UMA PONTE PARA ATRAVESSAR O MAR


Após alcançar a praia, o Senhor Ramacandra jejuou durante três dias e três noites, enquanto esperava a chegada do oceano personificado. Ao ver que o oceano não aparecia, o Senhor manifestou seus passatempos de ira, e pelo seu simples olhar em direção ao oceano, todas as entidades que viviam dentro dele, incluindo os crocodilos e tubarões, ficaram tomados de medo.

Então, o oceano personificado, temeroso, aproximou-se do Senhor Ramacandra, levando toda a parafernália utilizada no processo de adoração ao Senhor, caindo a seus pés, dizendo: “Ó onipenetrante Pessoa Suprema, temos mente obtusa e não havíamos entendido que éras, mas agora sabemos que sois a Pessoa Suprema, o mestre de todo o Universo, a imutável e original Personalidade de Deus.

Os semideuses sentem-se orgulhosos ao modo da bondade, os Prajapatis se envaidessem com o modo da paixão e o senhor dos fantasmas vangloria-se do modo da ignorância, mas sois o mestre de todas essas qualidades. Meu Senhor, podeis usar minha água como desejardes. Na verdade, podeis cruzá-la e ir até a morada de Ravana, que é grande fonte de perturbação e pranto para os três mundos.

Ele é filho de Visrava, mas é detestável como a urina. Por favor, ide matá-lo para depois reaver vossa esposa, Sitadevi. Ó grande herói, embora minha água não represente nenhum impedimento à Vossa marcha à Lanka, podeis construir uma ponte sobre ela para difundirdes vossa fama transcendental. Ao tomarem conhecimento dessa maravilhosa e incomum façanha de Vossa Onipotência, todos os grandes sábios e reis futuros irão glorificá-lo.”

Após construir uma ponte sobre o oceano, atirando na água picos de montanhas cujas árvores e outros tipos de vegetação haviam sido sacudidas pelas mãos dos grandes macacos, o Senhor Ramacandra foi até Lanka para libertar Sitadevi, tirando-a das garras de Ravana. Com a orientação e ajuda de Vibhisana, irmão de Ravana, o Senhor, juntamente com os macacos-soldados, encabeçados por Sugriva, Nila e Hannuman, entrou no reino de Ravana, Lanka, que anteriormente fora queimada por Hannuman.

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