SITADEVI ENTRA NA TERRA E RAMACANDRA ASCENDE AOS CÉUS




Assim, Sitadevi foi banida para o asrama de Valmiki Muni, na floresta. Quando chegou o momento, mãe Sita deu à luz filhos gêmeos Luv e Kush, que depois tornaram-se célebres como Lava e Kusa. As cerimônias natalícias foram realizadas por Valmiki Muni.


Sendo desamparada pelo esposo, Sitadevi deixou seus filhos aos cuidados de Valmiki Muni e, meditando nos pés de lótus do Senhor Ramacandra, ela foi para dentro da terra.

Após ouvir a notícia que mãe Sita havia entrado na terra, o Senhor Ramacandra ficou muito aflito, observou completo celibato e por treze mil anos realizou ininterruptamente um Agnihotra-yajna (um tipo de sacrifício). Após concluir os dez sacrifícios, o Senhor Ramacandra desapareceu enquanto tomava banho no rio Sarayu, entrando em sua própria morada, o planeta Vaikuntha, situado além do brahmajyoti.





UMA CALÚNIA PROVOCA O EXÍLIO DE MÃE SITA



Certa vez, enquanto o Senhor Ramacandra caminhava incógnito à noite, disfarçando-se para poder aproximar-se das pessoas e descobrir que opinião elas tinha a respeito dele, ele ouviu um homem falando desfavoravelmente de sua esposa, Sitadevi.

Falando-se em esposa casta, o homem disse: “Vais à casa de outro homem, e portanto és incasta e contaminada. Deixarei de dar-te assistência. Um homem dominado pela mulher como o Senhor Rama pode aceitar uma esposa como Sita, que foi à casa de outro homem, porém, diferente dele, eu não sou dominado por nenhuma mulher, e portanto eu não a aceitaria de novo.”

Temendo semelhantes patifes, o Senhor Ramacandra dispensou sua esposa, Sitadevi, embora ela estivesse grávida.

Esta, diante de todos, sentindo-se ofendida e ultrajada em Sua honra, resolveu entrar nas chamas do fogo de sacrifício disposta a abandonar Sua vida, pois não suportaria ver Seu amado Rama ser criticado, diante de Seu próprio infortúnio.

Ao entrar no fogo do sacrifício que estava prestes a iniciar, todos ficaram chocados com a determinação de Sita, estavam em desespero, o horror estampado em suas faces.

Então de súbito, o próprio semi-deus do fogo, Agnideva, saiu das chamas, carregando em seus braços, intocada pelo fogo, a bela e casta Srimati Sitadevi, a Rainha de Mithila e origem de todas as virtudes. Todos ficaram maravilhados de que Sitadevi não tivesse sofrido nada, mesmo estando no meio das chamas de onde o próprio Agnideva, estava emergindo. Certamente que este era um sinal auspicioso, que demonstrava a pureza de Sita.

Agnideva pessoalmente testemunhou sobre o caráter impoluto de Sita, Sua indubitável castidade e fidelidade a Seu amado Rama, assegurando a todos que Ela, jamais fora realmente tocada por Rávana.

O REINADO AUSPICIOSO DO SENHOR RAMA



Estando satisfeito com a plena rendição e submissão do Senhor Bharata, o Senhor Ramacandra aceitou então o trono do estado. Ele cuidava dos cidadãos exatamente como um pai, e os cidadãos, estando completamente dedicados a seus deveres ocupacionais determinados pelo seu varna e asrama, aceitaram-no como seu pai.

O Senhor Ramacandra tornou-se rei durante Treta-yuga, porém, devido ao seu bom governo, era como se as pessoas estivessem na Satya-yuga. Todos eram piedosos e completamente felizes.

Durante o reinado do Senhor Ramacandra, as florestas, os rios, as montanhas e colinas, os estados, as sete ilhas e os sete mares estavam todos propícios a suprir com as necessidades da vida de todos os seres vivos.

Quando o Senhor Ramacandra era o rei deste mundo, todos os sofrimentos mentais e físicos, doenças, velhice, pesar, lamentação, angústia, medo e fadiga eram completamente ausentes. Nem sequer havia morte para aqueles que não a queriam.

O Senhor Ramacandra fez o voto de aceitar apenas uma esposa e não ter vínculos com nenhuma outra mulher. Ele era um rei santo, e tudo em seu caráter era bom, não era estigmatizado por defeitos, tais como a ira. Ele ensinou bom comportamento a todos, especialmente aos pais de família, tomando como base o varnarsrama-dharma.

Mãe Sita era muito submissa, fiel, tímida e casta, compreendendo sempre a atitude de seu esposo. Assim, com seu caráter, amor e serviço, ela atraiu por completo a mente do Senhor.

O REENCONTRO DO SENHOR RAMA COM SUA MÃE


Ao adentrar no palácio, ele ofereceu reverências a todas as mães, incluindo Kalkeyi e as outras esposas de Maharaja Dasaratha, e especialmente à sua própria mãe, Kausalya. Ofereceu, também, reverências aos preceptores espirituais, tais como Vasistha. Amigos de sua própria idade e amigos mais jovens adoraram-no., e ele respondeu às suas respeitosas reverências, e essa mesma atitude foi também tomada por Laksmanana e Sitadevi. Dessa maneira, todos eles entraram no palácio.

Ao verem seus filhos, as mães de Ramacandra, Laksmana, Bharata e Satrughna imediatamente levantaram-se, como corpos inconscientes que recuperam a consciência. As mães puseram seus filhos em seus colos e banharam-nos com lágrimas, aliviando-se assim do sofrimento causado pela longa separação.

O sacerdote e mestre espiritual familiar, Vasistha, providenciou para que o Senhor Ramacandra cortasse os cabelos e então se livrasse de suas mechas emaranhadas. Depois, com a cooperação dos membros mais velhos da família, ele realizou a cerimônia de banho (abhiseka) do Senhor Ramacandra, utilizado a água dos quatro mares e outras substâncias, do esmo modo que ela fora realizada para o rei Indra.

O Senhor Ramacandra, tendo se banhado e estando com sua cabeça raspada, vestiu-se com muito espero e estava decorado com uma guirlanda e jóias. Assim, ele brilhava refulgentemente, cercado por seus irmãos e esposa, que usavam roupas e adornos de padrão semelhante.

BHARATA, O DEVOTADO IRMÃO DO SENHOR RAMA



Após apresentar os tamancos diante do Senhor Ramacandra, o Senhor Bharata, permaneceu de mãos postas, com os olhos cheios de lágrimas, e o Senhor Ramacandra banhou Bharata com suas lágrimas enquanto o abraçava demoradamente com ambos os braços. Acompanhado de Sitadevi e Laksmana, o Senhor Ramacandra ofereceu então suas respeitosas reverências aos brâhmanas eruditos e às pessoas mais velhas da família, e todos os cidadãos de Ayodhya prestaram respeitosas reverências ao Senhor.

Os cidadãos de Ayodhya, ao verem seu rei retornando após longa ausência, ofereceram-lhe guirlandas de flores, agitaram seus mantos e dançaram em grande júbilo. O rei, o Senhor Bharata, carregava os tamancos do Senhor Ramacandra; Sugriva e Vibhisana carregavam um abano e um excelente leque; Hannuman carregava uma sombrinha branca; Sugriva carregava um arco e duas aljavas, e Sitadevi carregava um cântaro que estava cheio de água dos lugares sagrados. Angada carregava uma espada, e Jambavan, o rei dos Rksas, carregava um escudo de ouro. Logo que o Senhor sentou-se em seu aeroplano de flores, com as mulheres oferecendo-lhe orações e recitadores glorificando suas características, ele parecia a Lua rodeada por estrelas e planetas.

Em seguida, tendo recebido as boas vindas de seu irmão Bharata, o Senhor Ramacandra entrou na cidade de Ayodhya em meio a um festival.

O RETORNO TRIUNFANTE DO SENHOR RAMA A AYODHYA


Ao chegar a Ayodhya, o Senhor Ramacandra ficou sabendo que, em sua ausência, seu irmão Bharata, que havia assumido o reino por ordem de seu pai, estava muito infeliz: comia cevada preparada em urina de vaca, cobria seu corpo com casca de árvores, usava mechas de cabelo entrançadas e deitava-se sobre uma esteira de kusa. O misericordioso Senhor muito se lamentou ao encontrar seu amado irmão naquele precário estado.

Ao compreender que o Senhor Ramacandra retornava à Ayodhya, o Senhor Bharata imediatamente pôs sobre sua própria cabeça os tamancos do Senhor Ramacandra e saiu ao seu encontro em seu acampamento em Nandigrama. O Senhor Bharata fazia-se acompanhar por ministros, sacerdotes e outros cidadãos respeitáveis, por músicos profissionais que vibravam melodias agradáveis, e por brahmanas eruditos que cantavam alto hinos védicos.

Seguindo o cortejo, havia quadrigas puxadas por belos cavalos cujos arreios tinham rédeas de ouro. Essas quadrigas estavam decoradas com bandeiras e bordadas a ouro e com outras bandeiras de vários tamanhos e formatos. Havia soldados usando armaduras de ouro, servos portando noz de hétel, e muitas mulheres belas e famosas. Muitos servos seguiam a pé, carregando uma sombrinha digna de uma recepção real.

Acompanhado dessa maneira, o Senhor Bharata, com seu coração tomado de êxtase e seus olhos rasos d’água, aproximou-se do Senhor Ramacandra e, em grande amor extático, caiu a seus pés de lótus.

O SENHOR RAMA LIBERTA MÃE SITA


Depois, o Senhor Ramacandra encontrou Sitadevi sentada em frente a uma pequena cabana, sob uma árvore chamada Simsapa, numa floresta de árvores Asoka. Magra e esquálida, ela sentia-se pesarosa devido à separação dele. Vendo sua esposa naquelas condições, o Senhor Ramacandra encheu-se de compaixão. Quando Ramacandra apareceu diante dela, Sita ficou extremamente feliz ao ver o seu amado, e sua boca de lótus expressava sua alegria.

Após dar a Vibhisana o poder de governar a população Raksasa de Lanka pela duração de uma kalpa, o Senhor Ramacandra colocou Sitadevi num aeroplano decorado com flores e então ele próprio subiu para o aeroplano. Tendo terminado o período de sua permanência no exílio da floresta, o Senhor retornou a Ayodhya, acompanhado de Hannuman, Sugriva e de seu irmão Laksmana.

Ao retornar à sua capital, Ayodhya, o Senhor Ramacandra, ainda na estrada, foi saudado pela ordem principesca, que derramou sobre seu corpo belas flores de agradável fragrância, enquanto grandes personalidades como o Senhor Brahma e outros semideuses glorificavam com muito júbilo as atividades do Senhor.

A LUTA DO SENHOR RAMA COM RAVANA


Depois, ao perceber que perdera os seus soldados. Ravana, o Rei dos Raksasas, ficou extremamente irado, Assim, subiu para o seu aeroplano, que estava decorado com flores, e foi ao encontro do Senhor Ramacandra, que estava sentado na refulgente quadriga trazida por Matali, o quadrigário de Indra. Então, Ravana tentou acertar o Senhor Ramacandra com flechas afiadas.

O Senhor Ramacandra disse a Ravana: “ És o mais abominável dos antropófagos. Na verdade, és igual ao excremento deles. Pareces um cão, pois, assim como na ausência do dono da casa, um cão rouba alimentos da cozinha, em minha ausência, raptaste minha esposa Sitadevi. Portanto, assim como Yamaraja pune os homens pecaminosos, também te punirei. És muito abominável, pecaminoso e descarado. Hoje, portanto, eu, que jamais falho em meus intentos, estou disposto a punir-te.”

Após repreender Ravana com essas palavras, o Senhor Ramacandra fixou uma flecha em seu arco, apontou para Ravana e disparou a flecha, que trespassou o coração do Raksasa como um raio. Ao verem isso, os seguidores de Ravana fizeram um som tumultuoso, gritando: “Oh, não! Oh, não! Que aconteceu? Que aconteceu?” enquanto Ravana, vomitando sangue por suas dez bocas, caía de seu aeroplano espatifando-se na terra.

Em seguida, encabeçadas por Mandodari, a esposa de Ravana, todas as mulheres cujos esposos tombaram na batalha saíram de Lanka. Chorando continuamente, elas aproximaram-se dos cadáveres de Ravana e de outros Raksasas. Golpeando seus seios, aflitas porque seus esposos havian sido mortos pelas flexas de Laksmana, as mulheres abraçaram seus respectivos esposos e choravam lamuriantemente, e seus gemidos sensibilizaram a todos.

Vibhisana, o piedoso irmão de Ravana recebeu os louvores do Senhor Ramacandra, o rei de Kosala. Então, ele realizou as cerimônias fúnebres em prol de seus membros familiares, a fim de salvá-los do caminho do inferno.

RAMACANDRA INVADE A ILHA DE LANKA


Após entrarem em Lanka, os macacos-soldados, conduzidos por líderes como Sugriva, Nila e Hannuman, ocuparam todas as casas de diversão, celeiros, tesouros, entradas de palácios, pontes urbanas, assembléias, frontispícios de palácios e mesmo pombais. Quando na cidade as encruzilhadas, plataformas, bandeiras e cântaros dourados colocados nas cúpulas foram todos destruídos, toda a cidade de Lanka parecia um rio assolado por uma manada de elefantes.


Ao ver as perturbações criadas pelos macacos-soldados, Ravana, o mestre dos Raksasas, convocou Nikumbha, Kumbha, Dhumraksa, Durmukha, Surantaka, Narantaka, outros Raksasas e seu filho Indrajit. Em seguida, mandou chamar Prahasta, Atikaya, Vikampana e finalmente Kumbhakarna. Daí, ordenou que todos os seus seguidores lutassem contra os inimigos.


O Senhor Ramacandra, ladeado de Laksamana e macacos-soldados, tais como Sugriva, Hannuman, Gandhamada, Nila, Angada, Jambavan e Panasa, atacou os soldados dos Raksasas, que estavam muito bem equipados com várias armas invencíveis, tais como espadas, lanças, arcos, prasas, rstis, flechas sakti, khadgas e tomras.


Angada e os outros comandantes dos soldados de Ramacandra enfrentaram os elefantes, a infantaria, os cavalos e as quadrigas do inimigo e arremessaram contra eles grandes árvores, picos de montanhas, maças e flechas. Assim, os soldados do Senhor Ramacandra mataram os soldados de Ravana, que perderam toda a boa fortuna porque Ravana fora condenado pela ira de mãe Sita.

O SENHOR RAMA FAZ UMA PONTE PARA ATRAVESSAR O MAR


Após alcançar a praia, o Senhor Ramacandra jejuou durante três dias e três noites, enquanto esperava a chegada do oceano personificado. Ao ver que o oceano não aparecia, o Senhor manifestou seus passatempos de ira, e pelo seu simples olhar em direção ao oceano, todas as entidades que viviam dentro dele, incluindo os crocodilos e tubarões, ficaram tomados de medo.

Então, o oceano personificado, temeroso, aproximou-se do Senhor Ramacandra, levando toda a parafernália utilizada no processo de adoração ao Senhor, caindo a seus pés, dizendo: “Ó onipenetrante Pessoa Suprema, temos mente obtusa e não havíamos entendido que éras, mas agora sabemos que sois a Pessoa Suprema, o mestre de todo o Universo, a imutável e original Personalidade de Deus.

Os semideuses sentem-se orgulhosos ao modo da bondade, os Prajapatis se envaidessem com o modo da paixão e o senhor dos fantasmas vangloria-se do modo da ignorância, mas sois o mestre de todas essas qualidades. Meu Senhor, podeis usar minha água como desejardes. Na verdade, podeis cruzá-la e ir até a morada de Ravana, que é grande fonte de perturbação e pranto para os três mundos.

Ele é filho de Visrava, mas é detestável como a urina. Por favor, ide matá-lo para depois reaver vossa esposa, Sitadevi. Ó grande herói, embora minha água não represente nenhum impedimento à Vossa marcha à Lanka, podeis construir uma ponte sobre ela para difundirdes vossa fama transcendental. Ao tomarem conhecimento dessa maravilhosa e incomum façanha de Vossa Onipotência, todos os grandes sábios e reis futuros irão glorificá-lo.”

Após construir uma ponte sobre o oceano, atirando na água picos de montanhas cujas árvores e outros tipos de vegetação haviam sido sacudidas pelas mãos dos grandes macacos, o Senhor Ramacandra foi até Lanka para libertar Sitadevi, tirando-a das garras de Ravana. Com a orientação e ajuda de Vibhisana, irmão de Ravana, o Senhor, juntamente com os macacos-soldados, encabeçados por Sugriva, Nila e Hannuman, entrou no reino de Ravana, Lanka, que anteriormente fora queimada por Hannuman.

O RAPTO DE SITA PELO DEMONIO RAVANA


Quando Ravana, que tinha dez cabeças sobre seus ombros, ouviu comentários acerca dos belos e atraentes traços de Sita, sua mente ficou agitada por desejos luxuriosos, e ele foi tentar raptá-la. Para afastar o Senhor Ramacandra de seu asrama, Ravana enviou Marica sob a forma de um veado dourado e, ao ver aquele maravilhoso veado, o Senhor Ramacandra deixou sua residência e seguiu-o até conseguir matá-lo com uma flecha afiada.

Quando Ramacandra entrou na floresta e Laksmana também se ausentou, o pior dos Raksasas, Ravana, raptou Sitadevi, a filha do rei de Videha, assim como um tigre captura ovelhas desprotegidas aproveitando-se da ausência do pastor, levando-a para seu escuro reino em uma caverna na ilha de Lanka.

Em seguida, como se estivesse muito aflito devido à separação de sua esposa, o Senhor Ramacandra caminhou pela floresta com seu irmão Laksamana em direção à cabana em que estavam morando na floresta. Chegando lá não encontrou mãe Sita, ele soube do acontecido e após fazer amizade com os líderes dos macacos ele dirigiu-se à beira-mar.

SUPANAKHA SE DISFARÇA PARA SEDUZIR O SENHOR RAMA


Enquanto vagava pela floresta, onde aceitou uma vida cheia de dificuldades, o Senhor Ramacandra, carregando nas mãos seus invencíveis arcos e flechas, mutilou a irmã de Ravana, Surpanakha, cortando-lhe o nariz e as orelhas (Surpanakha era uma bruxa invejosa da beleza de Sita, que tentata a todo custo seduzir Ramachandra através de feitiços e outras artimanhas). Juntamente com Surpanakha, o senhor Ramacandra matou também seus quatorze mil amigos Raksasas, encabeçados por Khara, Trisira e Dusana.

O EXÍLIO DO SENHOR RAMACANDRA


Cumprindo a ordem de seu pai, que estava atado por uma promessa que fizera à uma de suas esposas, o Senhor Ramacandra deixou para trás o seu reino, opulência, amigos, benquerentes e tudo o mais, assim como uma alma liberada abandona a sua vida, e, com sua esposa Sita e seu irmão Laksmana, vagou de floresta em floresta com seus pés de lótus, que eram tão delicados a ponto de serem incapazes de suportar até mesmo o afago das palmas das mãos de Sita.

O Senhor fazia-se acompanhar por Hannuman, o rei dos macacos, por outro líder dos macacos, Sugriva, e pelo seu irmão caçula, o Senhor Laksmana, em suas atividades pelas florestas, porque tais amigos lhe faziam companhia, aliviando a fadiga que ele sentia ao perambular pelas florestas.

O CASAMENTO DE RAMA E SITA


Na assembléia onde a princesa Sita deveria escolher seu esposo, o Senhor Ramacandra, rei de Ayodhya, em meio aos heróis de todo o mundo, quebrou o arco pertencente ao Senhor Shiva. Esse arco era tão pesado que eram necessários trezentos homens para carregá-lo, mas o Senhor Ramacandra esticou-o, dobrou-o e partiu-o ao meio, assim como um filhote de elefante quebra uma haste de cana-de-açúcar.

Assim, o Senhor Ramacandra obteve a mão de mãe Sita, que possuía no mesmo nível de igualdade as qualidades transcendentais: forma, beleza, comportamento, idade e natureza. Na verdade, ela era a deusa da fortuna que, constantemente, repousa no peito do Senhor.

Enquanto retornava da casa de Sita após reavê-la em assembléia de competidores, o Senhor Ramacandra encontrou-se com Parasurama. Embora fosse muito orgulhoso de ter eliminado da Terra a ordem real vinte e uma vezes, Parasurama foi derrotado pelo Senhor, que parecia um ksatria da ordem real.

OS PASSATEMPOS DO SENHOR RAMACANDRA



O Senhor Ramacandra apareceu na dinastia de Maharaja Khatvanga. Ao receber orações dos semideuses, a Suprema Personalidade de Deus, a própria Verdade Absoluta, apareceu diretamente com sua expansão e expansões da sua expansão. Seus santos nomes eram Rama, Laksmana, Bharata e Satrughna.

Como filhos de Maharaja Dasaratha, essas célebres encarnações apareceram então sob quatro formas. As atividades transcendentais do Senhor Ramacandra foram descritas por grandiosas pessoas santas que viram a verdade. Como já descrito repetidas vezes a respeito do Senhor Ramacandra, o esposo de mãe Sita, farei aqui apenas uma descrição sucinta dessas atividades.

SURYA - O DEUS DO SOL


Surya é a Deidade Solar-Chefe. Na literatura hindu, Surya é notadamente mensionado como sendo o aspecto visível de Deus, aquele que a pessoa pode ver todos os dias. O Deus Surya é conhecido pelos shaivites e pelos vaisnavas como sendo um aspecto de Shiva e Visnu. O deus Sol era louvado na Índia antiga como o símbolo da vida eterna e da saúde. Surya, para os vedas, tinha a tradução de "alma que habita todos os seres, animados ou inanimados". Surya, o deus do Sol, é um entre os poucos Devas que goza alguma popularidade entre o Hinduismo moderno. Nos tempos antigos, ele foi considerado uma outra deidade criadora, e muitos templos foram devotados a ele. Também conhecido como Savita. Ele é o pai de Yama e Yami, os primeiros seres humanos. Eventualmente, sua posição predominante é eclipsada por Vishnu, que por si mesmo é identificado como o Sol, sendo agora adorado entre as deidades planetárias.


Surya viaja através do céu na sua carruagem puxada por sete cavalos ou, alternadamente, um cavalo com sete cabeças, que é conduzida por Arum.
Ele leva em suas mãos um Chakra (roda) da luz do sol, um Padma (lótus), e um Sankha (concha); sua mão erguida é um sinal de proteção.


É dito que Surya é uma das oito formas de Shiva, cujo nome é Astamurti . Surya também é chamado de Surya Narayana.



Surya e a Deusa Chaya:





A shakti de Surya é Chaya, que representa seu oposto, a Deusa da Sombra


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A Suástika, o símbolo sagrado do Deus do Sol:



O símbolo sagrado do Senhor Surya é o Swástica, o qual representa as quatro fontes da vida e do conhecimento. Os primeiros Aryanos olharam para o Sol como sendo a origem da energia da vida. De fato, tudo o que vive na Terra deve-se a presença do Sol. Eles esculpiram, de modo primoroso, templos para venerá-lo. Um símbolo especial para visualizá-lo, e que representa a energia do Sol e munificência, é o Swástika. Os Hindus desenham a Swástika em vermelho sobre documentos de negócios e nas roupas da noiva para uma boa sorte. Eles também a desenham nos muros e soleira da porta de suas casas para dar energia ao ambiente. Naturalmente ligada com o brilho do ouro, a Swátika é como um medalhão esperando uma corrente de ouro - um talismã que protege da escuridão, do desespero e do perigo. A palavra Swástika significa “tudo-bem”. Na sua forma curta “swásti”, é comumente usada em todos os sacramentos e cantos cerimoniais. A figura deste símbolo foi criada a partir dos quatro pontos cardeais, nos quais as varinhas são colocadas para dar início aos sacrifícios de fogo védicos. Quando a Swástika gira no sentido horário, ela absorve energia do Universo no sentido de auto-salvação de quem a usa. No sentido anti-horário ela emite energia, oferecendo salvação ao próximo. A Swástika original é um símbolo muito bom pois representa o macro e o microcosmos. As galáxias são estruturas dessa forma (sentido de pás que giram no sentido horário e anti-horário). Nossos centros de força – chacras – também possuem esse desenho da Swástika.

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A LENDA DE SURYA E O REI PRIYAVATA:


Enquanto governava o Universo, o rei Priyavata certa vez ficou insatisfeito com a maneira como o poderosíssimo Deus do Sol fazia sua iluminação: circundando o monte Sumero, montado em sua quadriga, o Deus do Sol iluminava todos os sistemas planetários. Contudo, quando o Sol encontrava-se do lado setentrional do Monte, o sul recebia menos luz, e quando o Sol encontrava-se ao sul, o norte recebia menos luz. Então o rei Priyavata, não gostando dessa situação, decidiu ele mesmo iluminar a parte do universo onde estivesse escuro. Montado em uma brilhante quadriga, Priyavata seguiu a órbita do Deus do Sol satisfazendo seu desejo.
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OS 12 ADYTIAS, GUARDIÕES DO TRAJETO DO DEUS DO SOL:


O Sol viaja entre todos os planetas e assim rege o movimento deles. O Senhor Visnu, a Alma Suprema de todos os seres corporificados, foi quem o criou através de sua energia material sem princípio.
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Surya, por não ser diferente do Senhor Hari, é a única alma de todos os mundos e seu criador original. A Suprema Personalidade de Deus, manifestando sua potência do tempo, com o Deus do Sol, viaja em cada um dos doze meses, para reger o movimento planetário dentro do Universo. Um conjunto diferente de seus companheiros viaja com o Deus do Sol em cada um dos doze meses.
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1) DATTA:
como o Deus do Sol, Krtasthah como a apsara,, Heti como o raksasa, Vasuki como o naga, Rathakrt como o yaksa, Pulastya como o sábio e Tumburu como o gandharva, regem o mês de “Madhu”.
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2) ARYAMA:
como o Deus do Sol, Pulaha como o sábio, Athauja como o yaksa, Praheti como o raksasa, Punjikathali como a apsara, Narada como o gandharva e Kacchnira como o naga, regem o mês de “Madhava”.
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3) MITRA:
como o Deus do Sol, Atri como o sábio, Pauruseya como o raksasa, Taksaka como o naga, Menaka como a apsara, Haha como o gandharva e Rathasvana como o yaksa, regem o mês de “Sukra”.
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4) VASHITA:
como o sábio, Varuna como o Deus do Sol, Rambha como a apsara, Sahajanya como o raksasa, Huhu como o gandharva, Surya como o naga e Cistrasvana como o yaksa, regem o mês de “Suci”.
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5) INDRA:
como o Deus do Sol, Visvavasu como o gandharva, Srota como o yaksa, Elapatra como o naga, Angira como o sábio, Pramloca como a apsara e Varya como o raksasa, regem o mês de “Nabhas”.
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6) VISVASVAN:
como o Deus do Sol. Ugrasena como o gandharva, Uyaghra como o raksasa, Asarana como o yaksa, Bhrgu como o sábio, Anunloca como a apsara e Sankhapala como naga, regem o mês de “Nabhasya”.
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7) PUDS:
como o Deus do Sol, Dhananjaya como naga, Vata como o raksasa, Susena como o Gandharva, Suruci como o yaksa, Ghrtaci como a apsara e Gautama como o sábio, regem o mês de “Tapas”.
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8) RTU:
como o yaksa, Varca como o raksasa, Bharadvaja como o sábio, Parjanya como o Deus do Sol, Senakit como a apsara, Visva como o gandharva e Avavata como o naga, regem o mês de “Tapasya”.
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9) AMSU:
como o Deus do Sol, Kadyspa como o sábio, Taksaya como o yaksa, Rtsena como o gandharva, Vrsasi como a apsara, Vidyucchatru como o raksasa e Mahasankha como naga, regem o mês de “Sahas”.
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10) bhaga:
como o Deus do Sol, Spurja como raksasa, Aristameni como o gandharva, Urna como o yaksa, Ayur como o sábio, Karkotaka como o naga e Purvacitti como a apsara, regem o mês de “Pusya”.
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11) TVASTA:
como o Deus do Sol, Jamadagni, o filho de Rcika, como o sábio, Kambalasva como o naga, Tilottama como a apsara, Brahmapeta como o raksasa, Satajit como o yaksa e Dhrtarastra como o gandharva, regem o mês de “Isa”.
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12) VISNU:
como o Deus do Sol, Asvatara como o naga, Rambha como a apsara, Suryavarca como o gandharva, Satyajit como o yaksa, Visvamitra como o sábio e Makhapeta como o raksasa, regem o mês de “Urja”.
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Todas essas personalidades são expansões opulentas da Suprema Personalidade de Deus, Visnu, sob a forma do Deus do Sol. Esses deuses afastam todas as reações pecaminosas daqueles que se lembram deles todos os dias na “aurora” e no “por do Sol”.
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Desse modo, durante os doze meses, o Senhor do Sol viaja em todas as direções com suas seis espécies de companheiros, disseminando entre os habitantes deste Universo a pureza para a consciência para esta vida e a próxima.
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Enquanto os sábios glorificam o Deus do Sol com os hinos dos sama, Rg e Yajur Vedas, que revelam sua identidade os gandharvas cantam seus louvores e as apsaras dançam diante de sua Quadriga Dourada. Os nagas amarram as cordas da Quadriga e os yaksas atrelam os cavalos à Quadriga, enquanto os poderosos raksasas empurram de trás.
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De frente para a Quadriga, os sessenta mil brahmanas sábios conhecidos como valakhilias viajam na dianteira e, com mantras védicos, oferecem orações ao Onipotente Deus do Sol.
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SURYA MANTRA:

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"Surya Mantra Pratah Smarami Khalu Tatsa Vituravarenyam


Roopam Hi Mandala Mrichotha Tanuryajuunshi

Samani Yasya Kiranaah Prabhavadihetum

Bramhaa Haratmakamalakshyam Chintya Ruupam"

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A DEUSA DURGA




Durga é a protetora de lei e da ordem (Dharma), e a destruidora do mal. Durga está identificada próximo com Shakti, e, como tal, é a contra-forma feminina de Siva. Ela é a guardiã protetora sempre atenta, tanto feroz como no amor. A Deusa Durga, como representação da Grande Mãe, também é conhecida por vários nomes, tais como: Parvathi, Kali, Gauri, MahaGauri, Maheshivari, Bhavani, Isana, Annapurna, Karunamayi, Shaarika, Shantadurga, Jagaddhatri, Amba, Sati, Tara, Ambika, Umarama, Bramani, Radha, Rukumeni, Sita, Yosodhara, Dakini, Rakini, Lakshimi, Kakini, Shakini, Hakini, Kundalini, Saraswati etc.. Mas, apesar de ter tantos nomes, ela é única na sua essência, atuação, manifestação e poder.

O aparecimento de Durga:

Certa vez os semideuses não podiam derrotar ao demônio búfalo, Mahishashura, que ameaçava a existência do Universo. Os Devas, que tinham os poderes de detê-lo juntaram seus poderes e criaram Devi Durga, que com sucesso destruiu o demônio. Para isso, pediram ajuda a Shiva que aconselhou a todos os deuses que emitiram sua energia shakti.
A energia emitida se fundiu em uma luz que cegava, que fez surgir a uma magnífica e e completa Deusa, com muitos braços, que era tão bela quanto letal. Os deuses a chamaram de Durga, a Invencível e a armaram com todas as suas armas.



Originalmente era considerada como a personificação das forças naturais que outorgam e também cegam a vida. Como tal, se nutre da ingenuidade e da dedicação à natureza, protegendo-a com todas as suas forças. Também é conhecida como a Indecifrável, porque destrói a ignorância. Em troca, exige um sacrifício, que em algumas histórias, implica uma vida humana.



Durga é o poder da realização e destruidora do mundo da ilusão. Conhecida as vezes como a Incansável é, como esse aspecto, outra manifestação da consorte de Shiva. Ela é o aspecto feminino do Senhor Shiva, é a potência feminina que organiza o caos define possibilidades, e manifesta a vida no Universo. É a força que gera e concretiza a vontade do Supremo Criador, Mantenedor e Transformador, e manifesta todas as formas pelas quais a vida se expressa, pulsa e vibra. Ela é representada simbolicamente como uma linda mulher, adornada com jóias magníficas e vestida com roupas de seda vermelhas e bordadas de dourado resplandecendo e emanando poder. Ela possui dezoito braços carregando vários objetos nas mãos. Para cada objeto que ela carrega nas mãos existe um significado simbólico específico, que enfatiza seus poderes. Nas suas representações ela carrega as égides de Shiva evidenciando ser sua extensão feminina. A cor vermelha simboliza ação e as roupas vermelhas significam que ela está sempre em movimento destruindo as forças do mal e protegendo a natureza e a humanidade de dores e sofrimentos causados pela influência da ignorância que resulta em atuações malignas.



Mãe Durga é iluminada e resplandecente como a Lua, monta o leão ou o tigre, seu veículo animal. Carrega nas suas mãos várias armas, suas égides, e possui o brilho intenso do fogo divino destruidor e transformador. Como Parvati, Ela é doce e serena, compreensiva, é a potência acolhedora e compassiva, a fiel e amorosa e inseparável consorte do Senhor Shiva. Ela permanece sempre ao lado esquerdo d’Ele nos picos brancos e congelados do Monte Kailash no Himalaya como complemento incondicional do Seu poder. Sati Ela é fidelidade e renúncia. Por amor e solidariedade a Shiva (a energia transformadora) tudo enfrenta. Sati, por amor solidário a seu esposo divino, chega a se deixar consumir pelas chamas na pira ardente, porque não suporta ver Shiva, seu amado, ser destratado durante um ritual, onde todos os deuses foram convocados, exceto ele. Com isso, Sati provoca a ira do seu pai Daksha, e a revolta destruidora de Shiva, conforme é narrado no Bhagavatam.

Sua imagem é extremamente brilhante (devi), com três olhos como lótus, dez poderosas mãos, cabelos exuberantes com formosos anelados, um vermelho-dourado brilhante de sua pele e pedras preciosas. Cada deus também lhe deu a sua arma mais poderosa, o tridente de Rudra, o disco de Vishnu, o raio de Indra, kamandal de Brahma. O Himalaia presenteou-lhe com um feroz leão dourado.

A DEUSA PARVATI


Parvati é a consorte (Shaki - energia feminina) de Shiva, a Deusa mãe.

Ela tem vários nomes cada qual com um significado especial. Sendo Shiva, também chamado de Bhava, sua mulher é conhecida como Bhavani; Ela é Parvati, por ser filha do rei das montanhas, Parvataraja. Como ela é a origem de todas as coisas boas para aqueles que tem fé e seguem a doutrina da virtude, ela é "Sarvamangala". Desde a sua infância ela era uma devota de Lord Shiva. Constantemente se prostava em meditação e devoção à Shiva, permanecendo por longo tempo na mesma postura.

Depois que ela cresceu ela se fez uma severa penitência na floresta com o propósito de ter o Lord Shiva como seu marido.

Afeição e obediência aos mais velhos, lealdade às tradições, determinada devoção à Shiva, carinho para aqueles estão com problemas, esforço perseverante até a conclusão das boas ações - estas são as características de Parvati.

A DEUSA SARASWATI




Saraswati é a Deusa da Sabedoria. Ela também é a shakti do Senhor Brahma.
Ela também é a Deusa dos cânticos e dos discursos, a criadora do sânscrito. Ela se tornou a força por trás de todos os fenômenos.




Sarasvati é representada como uma graciosa mulher com uma flauta, de pele branca, usando uma Lua Crescente em sua fronte; ela cavalga um cisne ou um pavão, ou senta-se numa flor de lótus. É a Deusa de todas as artes criativas, em especial da poesia e da música, do aprendizado e da ciência. Gayatri é um dos aspectos da deusa Saraswati.


A DEUSA LAKSMI












Laksmi, a Deusa da Fortuna, é a Shakti do Senhor Visnu Ela é a Grande Mãe Eterna e sempre esteve com o Senhor Visnu no Oceano Causal.











Ela foi dotada é dotada com poderes específicos por suplantar a fortuna de todos os três sistemas planetários e ao ser decorada com as impressões da bandeira, do Raio, do Bastão de conduzir elefantes e da flor de lótus ela se personifica nessa forma.







Laksmiji, cujo olhar encantador é cobiçado semideuses como Brahma e por quem eles se renderam por muitos dias à Suprema Personalidade de Deus, abandonou sua morada na floresta de flores de lótus e ocupou-se inteiramente ao Senhor.










Passsatempos de RAMA-LAKSMI:




Após Shiva ter bebido o veneno do oceano de leite e a ordem ter sido restabelecida, o povo ficou muito feliz. O Senhor Visnu satisfez a todos os desejos da humanidade. Depois disso, apareceram as Apsaras, que servem como prostitutas nos planetas celestiais. Após todas as bem aventuranças concedidas, Rama – Laksmi, a Deusa da Fortuna, que se dedica a propiciar o pleno desfrute de Visnu, apareceu também. Ela reluzia mais do que a eletricidade, superando a luz do relâmpago, que é capaz de iluminar uma montanha de mármore. Devido sua rara beleza, seus traços e sua glória, todos, incluindo os semideuses, sentiram-se atraídos por ela, que é a fonte de toda opulência. Indra, o rei dos céus, trouxe para a Deusa da Fortuna um belo assento digno dela. Todos os rios de água sagrada, tais como o Ganges, o Yamuna, personificaram-se e ofereceram água em cântaros de ouro à Mãe Laksmi. Os grandes sábios executaram a cerimônia do banho da Deusa da Fortuna. A Terra e as nuvens se personificaram em sua homenagem. Em seguida, de todas as direções, os elefantes carregaram grandes jarros cheios de águas do Ganges. Mantrans védicos foram cantados por brahmanas eruditos. O Oceano lhe ofereceu jóias preciosas e porções de uma roupa de seda amarela. A deusa da Sabedoria Saraswati lhe forneceu um colar. O Senhor Brahma ofereceu uma flor de lótus. Visvakarma forneceu variedades de ornamentos e os habitantes de Nagaloka os brincos. Enquanto era venerada, a Deusa da Fortuna mantinha seu estilo original belíssima, conservando uma flor de lótus em sua mão. A Deusa da Fortuna é a mais casta, pois ela conhece apenas o Senhor Supremo. Em seguida, Mãe Laksmi, tendo sido devidamente honrada, sorriu em seu encanto, agradeceu e voltou para sua morada nos três mundos, onde é a proprietária de todas as opulências, bem como de seus habitantes e administradores, os semideuses.




MÃE GANGA

A Deusa Ganga é a Personificação do Rio Ganges. Ela também é irmã de Parvati. Seu veículo é um jacaré.




Como Ganga veio do Céu para a Terra:


Certo rei, chamado Sagara, tinha 60.000 filhos, que foram queimados até as cinzas pelo sábio Kapila, quando buscavam um cavalo perdido do pai. O tátara tataraneto de Sagara, Bhagiratha, se converteu em sábio, e assim impressionou a Ganga que apareceu à ele em forma humana, que se ofereceu para purificar as cinzas dos 60.000 filhos de Sagara. No entanto, a Deusa era tão poderosa que se caísse em terra, a destruiria. O Senhor Shiva foi persuadido à permitir que Ganga, em sua forma terrena de rio, passasse através de seus cabelos. E assim, dividindo-se em muitos afluentes quando caíram em terra, não causou nenhum dano à Terra. Os hindus consideram sagrado o Rio Ganges e fazem oferendas à Mãe Ganga, pois o Rio Ganges é a manifestação terrena da Deusa. As principais cerimônias são realizadas onde os 3 rios (Ganges, Yamuna e Saraswati) se encontram. Os lugares mais procurados para a esta cerimônia são Varanasi, Raridwar, Ganga Sagar. Esta cerimônia é chamada de Ganga Puja ou Kumbhamela que é realizada 1 vez por ano. Porém a mais importante é a Maha Kumbhamela, que é realizada de 12 em 12 anos. Nesse período, todos os sadus descem das montanhas e incontáveis peregrinos de todos os lugares do mundo fazem austeras viajens para participar de tão auspiciosa comemoração e trazem suas oferendas. Alguns carregam altares espetados em seus próprios corpos, caminhando por muitos quilômetros a fim de agradar a Deusa Ganga.........


(SHIVA ACEITA SUSTENTAR O RIO GANGES)



De acordo com a mitologia hindu, os deuses e os demônios combateram um dia para a posse de um vaso (kumbh) que continha o amrit, néctar ou bebida sagrada. Vishnu, a divindade que sustenta o universo, teria roubado o vaso dos demônios, levando-o para o céu. Durante a luta, quatro gotas da bebida divina teriam caído na terra, em quatro lugares diferentes da Índia. Esses lugares, onde o divino encontrara o humano, são considerados lugares sagrados.

O grande festival Maha(grande) Kumbh Mela é celebrado nesses lugares, a cada doze anos, justamente para celebrar o contato da substância divina com a terra. Neste ano, o festival está sendo celebrado em Allahabad, que é considerado o mais importante dos quatro, pois lá se encontra a confluência dos dois rios sagrados Ganges e Yamuna e onde um terceiro, o Saraswati, um rio invisível em cuja existência os hindus acreditam, entra diretamente do céu na confluência dos dois rios anteriores.

O objetivo dos peregrinos é o banho na confluência desses rios: para eles, isso lava as culpas das pessoas, compensando até uma vida inteira de comportamentos pecaminosos e oferece a chance de uma existência mais nobre e em melhores condições na próxima reencarnação. É verdade que, todos os dias do ano, chegam peregrinos para se banharem nas águas dos rios sagrados e que para muitos, em qualquer dia, se consegue a purificação desejada. Contudo, segundo alguns hindus ortodoxos, fazer isso no tempo do Kumbh Mela e no dia da lua nova, dá maior garantia de ter suas culpas lavadas e até pode garantir a salvação total, isto é, a liberdade de novas reencarnações depois da morte.


Kumbh Mela é a maior das peregrinações indianas e a maior reunião de pessoas que uma confissão religiosa jamais conseguiu realizar no mundo inteiro. Milhões de peregrinos de todos os rincões da Índia e até do exterior, falando diferentes línguas, dos mais variados costumes e culturas, encontram-se para o santo mergulho nos rios sagrados.

Durante o Kumbh Mela, uma cidade de tendas é erigida pelo governo e, por mais de dois meses, ela hospeda milhões de devotos. O festival, se não é limitado só aos indianos, também não é freqüentado só pelos hindus. Muitas pessoas, adeptas de todas as religiões e de todas as partes do mundo, participam dos festejos. O festival começa dia janeiro e termina em março. Os dias mais aconselhados para os banhos são 14, 24 e 29 de janeiro e 8 e 21 de fevereiro, por ser mais propício para a purificação, quando o poder purificador das águas é maior.

Um lugar de destaque é o das tendas dos sadhu, ou ascetas, homens santos, que recebem os fiéis. Há vários tipos de sadhu: yogi, saniasi, mahatma, swami, baba. Nós os conhecemos, pelo nome genérico de guru, palavra que vem da língua sânscrita, formada pelas duas palavras gu(luz) e ru(escuridão).

Esses gurus - ou sadhus - ocupam um lugar central no meio da multidão dos peregrinos que participa do festival: lêem e explicam os antigos textos sagrados, dão conselhos sobre como enfrentar as dificuldades da vida, são exemplos de ascese e mortificação.

O banho purificador nas águas dos rios sagrados é um dos poucos momentos em que as diferenças e as barreiras, que caracterizam a sociedade indiana, desaparecem: lado a lado no rio, podem se encontram os brâmanes, membros das castas mais altas, e os párias ou intocáveis, isto é, os sem casta.

A cerimônia do banho, nos dias de maior afluência de pessoas, segue um ritual determinado. Na frente, vão os sadhu, divididos por categorias. A primeira é a dos nagas, uma das seitas mais respeitadas dos sadhus , que andam nus e cobertos de cinza. Terminado o banho ritual dos sadhus, todos os outros podem entrar, indianos de todas as partes do país e de todas as castas e estrangeiros.




O Rio Ganges é personificado no hinduísmo como uma deusa, Maa Ganga (Mãe Ganga), e seu aspecto físico surge na gruta de gelo conhecida como Gaumukh - a nascente geográfica do Ganges. De acordo com a mitologia, Ganga manifestou-se na forma de rio para absolver os pecados dos antepassados do lendário rei Bhagiratha.

Banhar-se no Ganges é a ambição de uma vida para muitos devotos. Os hindus crêem que um mergulho ritual no rio livra-os de pecados, mesmo os gravíssimos, como o assassinato de brâmanes, a mais superior das castas. Acham também que ter suas cinzas nele depositadas melhora seu carma ou até mesmo antecipa a libertação do eterno ciclo de morte e renascimento.

Acredita-se também que sua água nunca estrague, mesmo com a enorme quantidade de impurezas nele despejadas. Os degraus de pedra que levam ao rio, chamados pelos indianos de ghats, são o centro espiritual de Haridwar. Um desses, o Har-Ki-Pairi ("degraus de Deus"), é tido como o local preciso onde o Ganges deixa as montanhas e chega às planícies.

Ao anoitecer, os degraus ganham ainda mais vida e beleza. Sempre tomado de coloridas multidões, o Ganges fica ainda mais belo quando os peregrinos acendem velas flutuantes para homenagear seus ancestrais, enquanto cânticos religiosos são entoados pela massa. É a cerimônia de "Ganga Arati".

Os ghats de Haridwar são considerados o ponto onde o Ganges encontra a planície, é em outro lugar que o rio parece de fato deixar o domínio dos deuses, seguindo finalmente seu lento flagelo rumo ao Golfo de Bengala, onde deságua. Essa transição está nos meandros de Rishikesh, outra cidade sagrada situada na baixa cadeia de montanhas que antecede o Himalaia.

No principal dia das celebrações, as procissões seguem para o Ganges aos milhões. Elas são lideradas pelos nagas, uma ordem de ascetas seguidores de Shiva que abdicam totalmente de vestimentas, cobrindo seus corpos apenas com cinzas.

Segundo o mito, os deuses extraíram do oceano o elixir da imortalidade. Para não ter de dividi-lo com os demônios, os deuses então fugiram durante 12 dias, deixando cair quatro gotas na Terra. A lenda diz que uma dessas gotas caiu onde hoje fica o Har-Ki-Pairi, principal ghat (série de degraus) cerimonial de Haridwar. Assim, os peregrinos comparecem em massa para banhar-se ali, esperando se libertar do eterno ciclo de renascimentos, espadas e lutas.

Hoje Rishikesh está repleta de pousadas para mochileiros e templos para peregrinos e estudiosos. Isso porque se acredita que meditar em Rishikesh também aproxime os devotos da salvação. Assim, longas pontes suspensas atravessam o rio, sempre congestionadas pelo deslocamento de pedestres, macacos, vacas e motos. Mas mesmo com o movimento intenso, algumas partes da cidade ainda oferecem a tranqüilidade necessária para a meditação, com pequenas cabanas escondidas em bosques silenciosos e tranqüilas praias fluviais.



Rishikesh é também a estação final dos trens para quem quer ir à nascente do Ganges. Daqui em diante segue-se de carro, ônibus ou caminhão por longas estradas repletas de curvas e à beira de vales e precipícios. As perigosas ultrapassagens de veículos sobrecarregados garantem o ar de aventura e desafio. O rio, por sinal, tem outro nome aqui: Bhagirathi. Ele só passa a se chamar Ganges em sua confluência com o Rio Alaknanda, outro de seus braços sagrados.

Ao longo da estrada, o curso d'água finalmente pode ser admirado em seu ambiente natural, cercado de verde e ainda sadio, emoldurado por íngremes montanhas pontilhadas de vilarejos remotos. Depois de passar os portões, entra-se de fato na terra de tantos mitos. Não há região em toda a cadeia do Himalaia tão central no misticismo hindu quanto as montanhas do Garhwal, distrito onde fica a nascente. Lá, a população é predominantemente rural e majoritariamente hindu. Mas de castas altas. Até recentemente, essa rota demandava semanas numa viagem que cruza vales e montanhas selvagens. Apenas alguns sadhus se atreviam a desbravar.

A sensação dentre os que a esse ponto chegam é de profunda contemplação e reverência. É como se os visitantes fossem convidados de honra na morada dos deuses, uma zona onde o limite entre o mito e o real parece mais tênue.


A PUREZA DAS ÁGUAS DO RIO GANGES

Por terem antes lavado os pés de lótus do Senhor Supremo, as águas do Rio Ganges são tão puras que, basta tocar essa água transcendental, para que qualquer ser vivo possa, de imediato, purificar sua mente, limpando-a de toda contaminação material, não obstante as águas do Ganges continuam puras.

O NASCIMENTO DO GANGES



Certa vez, o Senhor Visnu aproximou-se de Bali Maharaja enquanto o rei executava sacrifício. O Senhor Visnu apareceu diante dele como Trivrikrama ou Vanama, e pediu ao rei que lhe fizesse uma doação de três passos de terra. Com apenas dois passos, o Senhor Vanama cobriu todos os três sistemas planetários e, com o dedo do seu pé esquerdo, perfurou a cobertura do Universo. Algumas gotas da água do Oceano Causal emanou por esse orifício e caíram na cabeça do Senhor Shiva, onde permaneceram por mil milênios.
Após mil milênios essa água desceu a Dhruvaloka, o planeta mais elevado deste Universo. Os sábios eruditos apregoam que Dhruvaloka é Visnupada (situado aos pés de lótus de Visnu). Primeiro ele percorre os planetas celestiais, que se localizam nos pés de lótus do Senhor e inunda especialmente a Lua e, em seguida, corre por Brahmapuri, no cimo do Monte Meru. Essa água pura do Oceano Causal formaram o sagrado Rio Ganges. Nesse ponto, o Ganges divide-se em 4 braços, conhecidos como: Sita, Alakananda, Caksu e Bhadra, que a seguir descem rumo ao oceano de água salgada.




O defluente conhecido como Sita corre por Sekhara-Parvata e Gadhamadana-Parvata, após o que se dirige para Bhadrasva-Varsa, onde, a leste, mistura-se com o oceano de água salgada. O defluente Caksu fui por Malyavan-Giri e, após alcançar Ketumala-Varsa, já no ocidente, mistura-se com o oceano de água salgada. O defluente Bhadra, Flui pelo Monte Meru, pelo Monte Kumuda e pelas Montanhas Nila, Sveta e Sringavan antes de alcançar Kuru-Desa, onde no norte, desemboca no oceano de água salgada. O defluente Alakananda corre por Brahmalaya, atravessa muitas montanhas, dentre as quais Hemakuta e Himakuta e depois alcança Bharata-Varsa, onde desemboca, no lado sul, no oceano de água salgada. Muitos outros rios de seus defluentes correm pelas 9 varsas.

A AMEAÇA DO VENENO KALAKUTA




Quando o Senhor Visnu, aparecendo em sua encarnação de tartaruga, mergulhou bem fundo no Oceano Causal para carregar sobre suas costas a montanha Mandara, com a batedura ocorrida no Oceano de Leite, produziu-se o veneno Kalakuta. Todos temiam esse veneno, mas o Senhor Shiva disse: ”Olha como todas as entidades vivas foram postas em perigo devido ao veneno produzido pela batedura do Oceano de Leite. É meu dever dar proteção e segurança a todas as entidades vivas que lutam pela existência.”


Shiva bebe o veneno e salva o universo:





A população em geral, estando confundida pela energia ilusória, vive ocupada em lutar entre si, mas as grandes entidades, mesmo arriscando suas próprias vidas, se esforçam para salvar a todos. Portanto o Senhor Shiva resolveu beber todo o veneno para ajudar todas as entidades vivas a se sentirem seguras. Após a permissão de sua esposa Bhavani, o Senhor Shiva, que se dedica a realizar trabalhos auspiciosos e benévolos em prol da humanidade, compassivamente colocou todo o veneno na palma da sua mão e sorveu-o.






A lenda sobre o colar no pescoço de Shiva:




O veneno, nascido do Oceano de Leite, manifestou sua potência, marcando seu pescoço com uma linha azulada. Esta linha hoje em dia é aceita como um adorno no pescoço do Senhor Shiva.

A ANIQUILAÇÃO DO UNIVERSO



A ANIQUILAÇÃO DO UNIVERSO POR MEIO DO FOGO


O Senhor Shiva também é o responsável pela aniquilação do Universo. Quando a aniquilação é ativada por meio de chamas e centelhas que emanam de seus olhos, toda a criação é reduzida a cinzas.









A ANIQUILAÇÃO DO UNIVERSO POR MEIO DA ÁGUA Quando o mundo foi inundado devido à água da devastação, um barco magnífico apareceu misteriosamente diante do rei Satyavrata e dos sete sábios.