A ERA DE KALI


O SENHOR KALKI



Quando o Senhor retornou ao céu espiritual, Kali entrou neste planeta, e então os homens assaram a sentir prazerem atividades pecaminosas.

Enquanto o esposo da Deusa da Fortuna tocou a Terra com seus pés, Kali não teve poder para subjugar esse planeta.

Na Era de Kali – Kali Yuga – todas as qualidades sofrerão um declínio gradual: a religião, a limpeza, a tolerância, a misericórdia, a duração da vida, a força física e a memória diminuirão em virtude da poderosa influência da Era de Kali. Haverá muitos governantes, todos eles egoístas, intolerantes, gananciosos, com falsas crenças, dissimulados e cruéis.

Em Kali Yuga só a riqueza será considerada como sinal de bom nascimento, comportamento adequado e boas qualidades. A Lei e a Justiça serão aplicadas apenas com base no poder do indivíduo. Homens e mulheres viverão juntos por mera atração. O sucesso financeiro dos homens de negócio dependerão de fraudes. A feminilidade e a masculinidade do ser humano serão julgados segundo a perícia sexual da pessoa. A posição espiritual de alguém será determinada apenas em função de símbolos externos e em base nesse princípio as pessoas mudarão e uma ordem espiritual para outra. A dignidade do homem será seriamente questionada se ele não tiver um bom salário. Será considerado um bom erudito aquele que for mais esperto em malabarismo verbal. A pessoa será considerada profana se não tiver dinheiro, e a hipocrisia será aceita como virtude. À medida em que a Terra se apinhar de população corrupta, quem se mostrar mais forte e rico obterá o poder político. Atormentados pela fome e impostos excessivos os homens recorrerão a folhas, raízes e carne para se alimentar. Atingidos pela seca, ficarão completamente arruinados.

Na era de Kali, mulheres, velhos e crianças serão grosseiramente negligenciados e deixados ao total abandono. A relação ilícita com mulheres deixará muitas famílias desamparadas. Circunstancialmente as mulheres tentarão tornar-se independentes da proteção dos homens e o casamento será realizado por mero acordo formal. Na maioria dos casos as crianças não receberão atendimento apropriado. Os princípios morais e religiosos serão os mais decaídos. Estes são alguns dos sintomas de Kali Yuga. Os pretensos administradores estarão confundidos pela influência da Era de Kali e, desse modo, porão em questão todos os compromissos do Estado. Virá a desordem; a população em geral não seguirá as regras e estarão propensos a executar atividades criminosas.

Os cidadãos sofrerão muito com o frio, vento, tempestades, calor excessivo e neve. Serão atormentados ainda por desavenças, fome, sede, doenças e severa ansiedade.

No final da Era de Kali, quando não houver temas a respeito de Deus, mesmo nas residências dos Supostos Santos e cavalheiros respeitáveis, e quando o poder governamental se transferir para as mãos dos ministros que, tendo sido eleitos por pessoas despreparadas ou inescrupulosas.

Depois disso tudo, a essa altura o Senhor Supremo descenderá como o poderoso Kalki, Punidor Supremo. O Senhor Kalki, o Senhor do Universo, aparecerá montado em seu veloz cavalo Devadata e, de espada em punho, viajará pela Terra exibindo suas 8 opulências místicas e as 8 qualidades especiais da Divindade. Ele matará aos milhões aqueles ladrões que ousaram vestir-se de reis.

Depois que todos os impostores forem exterminados, os que permaneceram sentirão a brisa da mais sagrada fragrância de sândalo e outras decorações do Senhor Visnu, e suas mentes ficarão excepcionalmente puras e a Suprema Personalidade de Deus aparecerá em seus corações sob a sua forma de bondade transcendental e os cidadãos valorosos irão abundantemente repovoar a terra. Quando o Senhor Supremo aparecer na terra como Kalki, o mantenedor da religião, Satya-yuga começará, e a sociedade humana terá progênies no modo da bondade.




MANTRA DO SENHOR KALKI:


kalkih kaleh kala-malat prapatu
dharmavanayoru-krtavatarah


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O BAGHAVAD-GITA





A primeira vez que o Bhagavad Gita foi narrado pelo Senhor Brahma ao Deus do Sol, que narrou para seu filho Manu, que narrou para seu filho e assim sucessivamente:
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O conhecimento védico foi proferido pelo Senhor Supremo e ouvido primeiramente por Bhahma, o primeiro ser vivo criado dentro do universo, que ensinou ao Deus do Sol. Então o Deus do Sol ensinou a seu filho Vaivasvata Manu (o sétimo Manu) que ensinou a seu filho Maharaja Iksvaku, que ensinou a seu filho, e assim sucessivamente.



A segunda vez o Bhagavad Gita foi Narrado pelo Senhor Krsna a Arjuna na Batalha de Kuruksetra:
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As Literaturas Védicas também são ensinadas nos planetas superiores, conforme se refere no Bhagavad-Gita 4.1, a respeito dos ensinamentos transmitidos através de sucessão discipular, como foi feito pelo Deus o Sol a seu filho Manu e por Manu a Maharaja Iksvaku.
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Há 14 Manus em um dia de Brahma e o Manu aqui referido é o sétimo Manu, que é um dos prajapatis (aqueles que criam progênie), e filho do Deus do Sol. Ele é conhecido como Vaivasvata Manu.
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Ele teve 10 filhos: Maharaja Iksvaku, Nabhaga, Drhsta, Saryati, Narisyanta, Nibhaga, Dista, Karusa, Prsadhra e Vasuman.




Maharaja Iksvaku aprendeu também a Bakti-yoga, como é ensinada no Bhagavad-Gita, de seu pai Vaivasvata Manu, que a obteve de seu Pai o Deus do Sol.
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Mais tarde o ensinamento do Bhagavad-Gita desceu através de sucessão discipular a partir de Maharaja Iksvaku... mas no correr do tempo, a corrente foi rompida por pessoas inescrupulosas e o conhecimento teve que ser ensinado novamente a Arjuna no campo de batalha de Kuruksetra, pelo próprio Senhor Krsna.
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Assim, todas as escrituras védicas são correntes desde o início da criação do mundo material, desse modo as literaturas védicas são conhecidas como apauruseya (não feitas pelo homem).

AS ENCARNAÇÕES ANUNCIADAS DO SENHOR



1º - A encarnação dos Kumaras – os 4 filhos solteiros do Senhor Brahma, que se recusaram a procriar e tomaram celibato.


2 – A encarnação de Sukara – como Javali, que lutou contra Hiranyaksa resgatando Bhumi, a personificação da terra, das regiões infernais.




3 – Devarsi Narada, que veio ensinar aos homens o caminho das atividades fuitivas e da religiosidade.



4 - Nara e Narayana o os filhos gêmeos do Rei Dharma, que iludiram cupido.



5 – Kapila – autor e instrutor da filosofia Sankhya.




6 – Dattatreya – O Senhor veio atendendo à oração de Anasuya, a esposa de Rsi Atri, como filho de ambos.



7 – Yajna – filho de Prajapati Ruci e Akuti, filha de Svayambhava Manu e controlou a transição desse período assistido pelos semideuses.



8 – Rasbhadeva – Ensinou o caminho da perfeição aos homens.



9 – Prthu – Cultivou a terra, trazendo abundância aos homens e beleza para a face as terra.




10 – Matsya – Quando houve a inundação, após o período da Caksusa Manu e o mundo estava submerso pelas águas, ele assumiu a forma de um peixe e protegeu os Vaivasvata Muni, e salvou-o num barco preso ao seu chifre.




11 – Kurma – assumiu a forma de uma enorme tartaruga cujo casco serviu de pico para a montanha Mandaracala, que estava sendo usada como batedeira do leite do oceano causal.





12 – Dhanvantari - É a encarnação de Visnu como o Avatar da Medicina. Dhanvantari materializou-se pela primeira vez ao emergir do Oceano de Leite, trazendo nas mãos Amrita, o elixir da imortalidade para fortalecer os semideuses na batalha contra os demônios. Indra, observando a aflição da humanidade com as doenças na terra, pediu a Dhanvantari que ajudasse aos homens para que eles se curassem de seus malefícios. Com esse propósito, Dhanvantari naceu como filho do rei Kasi. Após realizar muitas austeridades, ele organizou os Samihtas do Ayurveda para o benefício de todos os homens que habitam a Terra. Dhanvantari é chamado o "Pai do Ayurveda".



13 - Mohini – Apareceu como uma belíssima mulher, enfeitiçando os demônios ateístas que queriam roubar o néctar de Visnu e, através de sua beleza deslumbrante, iludiu os demônios ateístas decapitando-os e deu o néctar para os semideuses.







14 – Nrsimhadeva – a encarnação do Senhor como um Leão que exterminou o Demônio Hiranyakasipu, libertando Prahlada Maharaja.



15 – Vamana, o anão, a encarnação que se tornou um gigante para frustrar o demônio Bali que procurava controlar o universo. Tendo permissão para conservar tudo o que pudesse cobrir com três passos, Vamana abrangeu o céu, a terra e o ar intermediário, perfurando o céu com seu dedão fazendo com que o oceano causal vazasse sobre a terra, dando origem ao Rio Ganges.




16 – Vyasadeva – Dividiu o Veda, que era único, em vários ramos e sub-ramos, devido as pessoas em geral terem ficado menos inteligentes.



17 – Bhrgupati (Parasurama) – como filho de um brâmane roubado por um rei Kshatryia. Parasurama matou o rei, cujos os filhos por sua vez mataram o Brâmane, então Parasurama matou todos os Kshatryias masculinos durante 21 gerações. Ele representa a Justiça Divina, liderada pelo Mestre Anúbis e seus 42 Juízes do Karma (42 é o dobro de 21). O Karma, quando entre em ação, é terrível e invencível.




18 - Hayagriva - Recuperou os Vedas;




19 – Rama – a encarnação que venceu Ravana, o mais terrível demônio do mundo. Rama representa o hindu ideal: um marido gentil, um rei bondoso e um chefe corajoso contra a opressão. Veio demonstrar poderes sobrenaturais, controlou o Oceano Índico e fez acordo entre os homens e os macacos.






20 – Balarama – veio remover o fardo do mundo.




21 – Krsna – A Suprema Personalidade de Deus descendeu à Terra para libertar seus devotos dos reis demoníacos e mostrar ao mundo suas opulências, beleza, poderes e amor transcendental. Foi o avatar mais importante de Vishnu; um deus-herói amado em muitos de seus aspectos: como um menino travesso, como um adolescente amoroso, como um herói adulto que proferiu as grandes lições do "Bhagavad Gita" . Esses aspectos de Krishna tiveram origens diferentes. Krishna foi o avatar da Era de Áries, divulgando a poderosa doutrina dos Grandes Avataras Cósmicos.





22 – Budha deva – A encarnação de Visnu é mais antiga, nascida em Gaya (Índia) e que data do terceiro milênio após o desaparecimento de Krsna, há mais de 5 mil anos. Segundo as escrituras seguidas pelos visnuístas (Vishnu Purana), essa encarnação surgiu para eliminar a matança de animais durante os sacrifícios védicos e não ensinava a doutrina advaita como a do sábio Gautama, pregada por Sidarta, seguidor da linha filosófica de Gautama (daí o nome Sidarta Gautama) e que deu origem ao atual budismo. Sidarta nasceu no ano de 560 AC e era filho de um rei do povo Sakhya que habitava a região da fronteira entre a Índia e o Nepal. Buda viveu durante o período áureo dos filósofos e um dos períodos espirituais mais incríveis da história..



23 – Kalki – Virá no final da Era de Kali, para dizimar todos aqueles patifes belicosos que sacrificam e enganam a população terrestre, e recomeçar uma nova era dourada, a Satya-Yuga.

NRSIMHADEVA - a encarnação do Senhor como Leão




O príncipe destemido e seu pai desalmado


Nascido em uma família de grandes asuras (pessoas sem princíios éticos ou religiosos), Prahlada Maharaja era o mais novo dos quatro filhos de Hiraryakasipu, um rei muito cruel. Prahlada, ainda muito pequeno, demonstrava ser um devoto puro do Senhor Visnu, e possuía um carátr exemplar, dotado de toda as boas qualidades possíveis a um ser humano. Era humilde, tolerante e generoso. Não se perturbava quando exposto ao perigo e, já que era completamente destituído de desejos materiais, considerava que todas aquelas opulências e comportamento egoístas exigidos por seu pai eram insignificantes para ele, uma vez que seus sentodos estavam sempre sob controle e sua inteligência e fé permaneciam firmes, nunca se afligia por nenhum sentimento desagradável.



Apesar de Hiranyakasipu ser extremamente versado nas escrituras védicas, ele era completamente o oposto de seu filho Prahlada. Possuía uma natureza demoníaca e seu irmão gêmeo Hiranyaksa era igualmente abominável. Os dois irmãos quando jovens, começaram a demonstrar aspectos físicos incomuns, desenvolvendo corpos semelhantes ao aço e cresciam como montanhas. Eles se tornaram ta altos que pareciam tocar o espaço e, quando andavam, a Terra tremia. Desejosos de desfrutar de tudo que pudessem, Hiranyakasipu e Hiranyaksa se empenharam em conquistar o mundo inteiro. Incitado por seu irmão, o destemperado Hiranyaksa, armado com uma maça viajou por todo o universo com espírito belicoso.

Enquanto procurava por alguém que pudesse enfrentá-lo em batalha, ele aterrorizou todos que cruzavam seu caminho, incluindo até os semideuses que fugiam e se escondiam com medo dele. Finalmente ele se dirigiu para lutar com o Senhor Visnu, o único que poderia satisfazê-lo em combate. O Senhor Visnu, aparecendo em sua encarnação de Varahadeva, como um javali, ocupou-se em uma longa e feroz batalha com o demônio arrogante e, finalmente, o derrotou com um simples golpe em seu ouvido. Quando Hiranyakasipu soube que o Senhor Visnu havia matado seu irmão, ficou com muita raiva. Sedento de vingança ele jurou cortar a cabeça de Visnu e oferecer seu sangue em oblação ao seu irmão que, quando vivo apreciava muito beber sangue. Tomado pela ira ele devastou a Terra.

Na tentativa de derrotar Visnu, Hiranyakasipu estava determinado a se tornar imortal e obter a supremacia sobre o Universo. Com esse propósito, ele executou severas austeridades durante cem anos celestiais (22 mil anos), até que o Senhor Brahama ficou tão impressionado com sua determinação extrema que resolveu lhe conceder uma bênção. Livre de suas austeridades, Hiranyakasipu prosseguiu com seu plano de conquistar os três mundos subjugando todas as entidades vivas e colocando até os semideuses sob seu controle.

Em seu governo de terror, Hiranyakasipu oprimiu a todos, incluindo os governantes de outros planetas, que sofreram extrema angústia pela sua perseguição implacável. Somente uma pessoa permanecia impassível diante deste grande demônio: seu filho Prahlada, que estava sempre absorto nas glórias do Senhor Supremo, em qualquer lugar onde estivesse.



A Educação de Prahlada Maharaja





Prahlada Maharaja teve uma educação materialista. Seu pai havia dado ordens aos seus professores que lhe ensinassem apenas coisas que fosssem úteis no sentido de Prahlada se tornar um bom administrador e que cuidasse apenas de interesses financeiros e gratificação dos sentidos, obrigações religiosas mundanas e, especialmente, enfoque em política, como derrotar inimigos conquistando reinos e a esconder a verdade através da diplomacia.

Após algum tempo na escola, Prahlada voltou para casa e sua mãe Kayadu o enfeitou e o levou a seu pai. Quando Hiranyakasipu viu seu filho tão lindo e humilde, o colocou no colo dizendo: “Meu filho, você é muito inteligente, conte-me o que aprendeu na escola; qual a melhor coisa que você aprendeu.” Prahlada respondeu: “A melhor coisa que aprendi foi cantar sobre o santos nomes de Deus, sua forma, qualidades, parafernália, passatempos transcendentais, lembrar-me deles, oferecer a ele minha adoração, tornar-me um bom devoto, considerá-lo como meu melhor amigo e render tudo a ele... corpo, mente e palavras”.


Hiranyakasipu ficou rubro de fúria e rindo perguntou: “Quem lhe ensinou isso?” Então, voltando-se para os professores disse: “ que vocês ensinaram ao meu filho? Eu não lhe instruí a ensinar maneiras políticas para seu sucesso material? Por que vocês ensinaram sobre devoção a Visnu? Por causa disso vou mandar cortar-lhes as cabeças.” Hiranyakasipu continuou insistindo em instruir o filho ao seu modo de pensar e agir, mas Prahlada estava cada vez mais fixo em sua devoção, não importava quais mestres seu pai escolhesse, ele resistia a mudar sua essência pura e dedicada a Visnu.

E dizia: “Querido pai, desista de seus caminhos egoístas, renda-se a Deus, somente assim será libertado de sua consciência material contaminada”. Mais uma vez o perverso pai rugiu de raiva: “Oh, irei puni-lo” e pegou sua espada e sua maça com a intenção de matar Prahlada. Mas, misteriosamente, constatou que não tinha poder para fazê-lo.



Então ordenou aos seus generais para matar Prahlada a qualquer custo. Todo exército foi recrutado. Tentaram matar Prahlada de todas as formas possíveis: com veneno, afogando-o no rio, esmagando-o sob pedras, jogando-o ao mar de cima de uma montanha. Porém, sempre o Senhor Visnu aparecia pessoalmente para salvá-lo.


Hiranyakasipu fez uma tentativa que dizia ser infalível. Ele tinha uma irmã, Holika, que praticava Yoga e era perita em atravessar uma fogueira flamejante. Então foi feita uma enorme fogueira, especialmente prepareda para que não houvesse falha no plano.

Holika foi abençoada por Brahma e possuía um cobertor com o qual não podia ser consumida pelo fogo. Holika envolveu-se sozinha com o cobertor e, em seguida, tomou Prahalad (que tinha apenas 5 anos de idade) em seu colo e sentou em uma fogueira. Pelo uso abusivo da manta por Holika, Brahma fez com que o cobertor voasse e envolvesse Prahalad. Assim, o fogo não pode ferir Prahlada de forma alguma, entretanto Holika foi queimada até virar cinzas e Prahlada Maharaja emergiu do fogo cantando mantrans.

Vendo que não podia fazer nada para matá-lo, Miranyakasipu enviou o filho de volta à escola.

O aparecimento do Senhor Nrsimhadeva



Apesar de tando poder, Hiranyakasipu permanecia insatisfeito e com inveja de Visnu. Todo o Universo estava sob seu jugo, mas ele não podia controlar deu próprio filho. Por lançar sua fúria e frustração sobre seu filho santo, ele atraiu a ruína para si.

Prahlada estava na escola, em seu isolamento, porém um dia os professores precisaram sair e as outras crianças se aproximaram de Prahlada querendo brincar com ele. Prahlada humildemente começou a falar das glórias do Senhor e, (apesar da pouca idade) começou a instruí-los na prática da devoção a Visnu.

E lhes dizia, dentre outras coisas: “Devemos começar a vida espiritual desde cedo, neste momento, agora mesmo! Não digam ‘eu vou começar amanhã’, pode ser que o amanhã nunca chegue. Não gastem seu tempo em futilidades, tentando desfrutar dessa vida temporária. Comecem hoje! Cantem, cantem.”

E os meninos começaram a cantar. Cantaram tão alegremente que o seu canto chegou ao palácio, e Hiranyakasipu, ouvindo o cântico dos meninos, pegou sua espada e a maça e, ameaçando Prahlada, disse: “Você não tem medo da morte? Por que não? De onde vem sua força? Quem o protege?”


Prahlada respondeu: “Oh, querido pai, aquele que me protege é o mesmo que protege você e todas as outras pessoas. Ele está em todos os lugares e tudo nele está. Sim Visnu é a sua força, a minha força e a de todos os seres vivos”.

Hiranyakasipu disse: “Onde está o seu Deus? Ele está aqui, e batia na mesa, aqui, e batia no chão, ele está nesse pillar onde você se escondeu? Eu vou te matar e quero ver quem irá salvá-lo, aí vou ver quem é esse Hari!” E partiu para cima de Prahlada e golpeou o pilar que se partiu em pedaços...



De repente, um som tonitruante foi ouvido. Ele se voltou para ver de onde vinha o tal som. Então, do pilar surgiu a mais impressionante criatura: O Senhor Supremo apareceu como Nrsimhadeva.

Ele não era homem nem leão, e sim a mistura dos dois. Ele tinha cabeça de leão, enorme, feroz e perigosa; seu corpo de um homem forte e belíssimo. O Senhor Nrsimhadeva estava extremamente furioso e ameaçador. Labaredas emanavam de sua juba e pairavam no ar, tocando os céus. Hiranyakasipu atacou o Senhor e os dois lutaram ferozmente.

Todos os semideuses ficaram nervosos e gritavam: “Ai de nós... agora Hiranyakasipu irá matar o Senhor Visnu!” Mas não havia motivo para preocupação. Nrsimhadeva apenas brincava com Hiranyakasipu, como um gato faz com o rato. Logo depois, com facilidade, ele o colocou no colo e, rugindo alto e mais feroz que um leão, Nrsimhadeva rasgou o estômago de Hiranyakasipu com suas unhas enormes e arrancou suas vísceras e intestinos e os encolou ao redor do pescoço como uma girlanda.



E, assim, Hiranyakasipu, em um instante, foi destruído, sem que a palavra do Senhor Brahma fosse desreipeitada, pois ele havia concedido uma bênção, conforme exigência de Hiranyakasipu, de que ele não poderia ser morto nem por homem ou animal; nem de dia ou de noite; nem em nenhum dia do ano; nem na terra ou no céu; nem fora ou dentro de casa; nem por flexas ou espadas ou qualquer outro tipo de arma.


Portanto, o Senhor Nrsimhadeva o matou quando o Sol estava se pondo no horizonte, durante um ano bissexto, embaixo do portal do palácio, no seu colo e usando apenas suas unhas, honrando desse modo, o acordo feito com o Senhor Brahma.


Prahlada Maharaja, finalmente salvo por Nrsimhadeva de seu desalmado pai, assume o reino, cercado por seus parentes e súditos que, muito felizes por ficarem livres do rei opressor, receberam Prahlada Maharaja com muita reverência e o aceitaram como seu legítimo e misericordioso soberano.



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SRI NRSIMHA PRANAMA:
namas te narasimhaya prahladahlada-dayine hiranyakasipor vaksah- sila-tanka-nakhalaye ito nrsimhah parato nrsimho yato yato yami tato nrsimhah bahir nrsimho hrdaye nrsimho nrsimham adim saranam prapadye tava kara-kamala-vare nakham adbhuta-sringam dalita-hiranyakasipu-tanu-bhrngam kesava dhrta-narahari-rupa jaya jagadisa hare

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O SÁBIO MARKANDEYA





Cupido tenta o sábio Markandeya:




Durante o reinado do sétimo Manu, a era atual, o Senhor Indra veio saber das austeridades de Markandeya e ficou com medo de sua crescente potência mística. Então ele tentou impedir a penitência do sábio. Para arruinar a prática espiritual do sábio, o Senhor Indra enviou Cupido, belos cantores celestiais, dançarinas, a primavera e a brisa com aroma de sândallo das Colinas Malaya, bem como a cobiça e a intoxicação personificadas.


Eles se dirigiram ao eremitério de Markandeya, no lado norte das montanhas Himalaias, onde o rio Puspabhadra passa pelo famoso pico Citra.
Bosques de árvores piedosas decoravam o sagrado asrama de Markandeya Rsi, e muitos brahmanes santos viviam ali, desfrutando os abundantes, puros e sagrados reservatórios de aruá. No asrama ressoavam o zumbido de abelhas intoxicadas e o arrulho de cucos excitados, enquanto pavões jubilosos dançavam em volta. De fato o eremitério vivia repleto de muitas famílias de aves enlouquecidas.

A brisa primaveril enviada pelo Senhor Indra entrou ali, levando gotículas de cachoeiras próximas. Fragrante em virtude do abraço das flores silvestres, esta brisa entrou no eremitério e começou a evocar o luxurioso espírito de Cupido. A primavera então apareceu no asrama de Markandeya. O céu noturno, que reluzia com a luz da luz nascente, tornou-se a própria face da primavera, e brotos de flores frescas praticamente cobriam a multidão de árvores e trepadeiras.


Cupido, o senhor de muitas mulheres celestiais, então chegou ali com seu arco e flechas, seguido de grupos de Gandharvas que tocavam instrumentos musicais e cantavam. Esses servos de Indra encontraram o sábio Markandeya sentado em meditação, após ter acabado de oferecer suas oblações prescritas no fogo do sacrifício. Com os olhos flamejados em transe, ele parecia invencível, como o fogo personificado.

As mulheres dançavam diante do sábio e os cantores celestiais cantavam com um encantador acompanhamento de tambores, címbalos e vinas. Enquanto o filho da paixão (a cobiça personificada), a primavera e os outros servos de Indra tentavam agitar a mente de Markandeya, Cupido sacou sua flecha de cinco pontas e fixou-a em seu arco. A Apsara Punjikasthali fazia uma exibição brincando com várias bolas. Sua cintura parecia pesada por causa de seus amplos seios e a guirlanda de flores em seus cabelos se desfez. Enquanto corria atrás das bolas, olhando para todos os lados, o cinto de seu filho vestido soltou-se e de repente o vento levou suas roupas.

Cupido , pensando que havia vencido o sábio, disparou então sua flecha. Mas todas essas tentativas de seduzir Markandeya provaram ser inúteis.


Enquanto tentavam prejudicar o sábio, Cupido e seus seguidores sentiram-se queimados vivos pela potência dele, assim como crianças que despetaram uma cobra adormecida. Desse modo, pararam com sua atitude maldosa. Os imprudentes seguidores do Senhor Indra importunaram o santo Markandeya; este, contudo, não sucumbiu a nenhuma influência deles. O poderoso rei Indra encheu-se de espanto ao ouvir falar da proeza mística do sublime sábio Markandeya e ver como Cupido e seus companheiros se mostraram débeis em sua presença.




O aparecimento de Nara e Narayana:




Desejo de conceder misericórdia ao santo Markandeya, que fixara a mente em perfeita auto-realização através de penitência, estudo védico . observância dos princípios religiosos e sua austeridade sem limite, a Suprema Personalidade de Deus apareceu em pessoa diante do sábio sob as formas de Nara e Narayana.



Sri Markandeya vê a potência ilusória do Senhor:




Certo dia enquanto Sri Markandeya oferecia suas preces vespertinas, a água da devastação de repente inundou os três mundos. Com grande dificuldade Markandeya, sozinho, divagou sem rumo nessa água por muito tempo, até que chegou a uma figueira-se-bengala. Deitado em uma folha de árvore havia um bebê que brilhava com uma refulgência encantadora. Enquanto se movia em direção à folha, Markandeya foi tragado pela inalação do menino e, tal qual um mosquito, foi arrastado para dentro de Seu corpo.


Dentro do corpo do bebê, Markandeya, surpreso, viu o Universo inteiro exatam,ente como este fora antes da aniquilação. Depois de um momento, o sábio, em virtude da exalação da criança, foi arrojado de volta ao oceano da aniquilação. Então, ao ver que a criança na folha era de fato o Senhor Hari, Sri Markandeya tentou abraçá-lo. Mas naquele momento o Senhor Hari, o senhor de todo o poder místico, desapareceu. Depois disso as águas da aniquilação desapareceram também, e Sri Markandeya viu-se em seu próprio asrama, assim como antes.






O Senhor Shiva e a Deusa Parvati glorificam Markandeya Rsi:





Certa vez, enquanto viajava no céu com sua esposa Uma (Parvati), o Senhor Shiva deparou com Sri Markandeya absorto em transe de meditação. A pedido de Parvati, o Senhor Shiva apresentou-se diante do sábio para lhe conceder o resultado de suas austeridades. Saindo de seu transe, Sri Markandeya ciu adorou o Senhor Shiva, o mestre espiritual dos três mundos, junto com Parvati e os companheiros de Shiva oferecendo-lhes reverências, palavras de boas vindas, assentos, água para lavar os pés, água aromatizada para beber, óleos perfumados, guirlandas de flores e lamparinas de árati e um assento.


O Senhor Shiva então louvou os devotos santos da Suprema Personalidade de Deus e solicitou a Sri Markandeya que pedisse qualquer bênção que desejasse. Markandeya rogou-se por devoção inabalável ao próprio Senhor Shiva. Satisfeito com a devoção de Markandeya, o Senhor Shiva concedeu-lhe diversas bênçãos: celebridade, liberdade da velhice e da morte até a época da dissolução universal, conhecimento de todas as três fases do tempo, renúncia, conhecimento realizado e a posição de mestre dos Puranas.


Após conceder essas bênçãos a Markandeya Rsi, o Senhor Shiva seguiu seu caminho, continuando a descrever à deusa Parvati os feitos do sábio e a direta exibição do poder ilusório do Senhor que ele experimentara.


Markandeya Rsi, o melhor dos descendentes de Bhrgu, é glorioso porque logrou a perfeição da yoga mística. Ainda hoje ele viaja mundo afora, completamente absorto na devoção imaculada à Suprema Personalidade de Deus.
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KRSNA E RADHARANI


O Srimad Bhagavatam especifica Srimadi Radharani como a principal consorte de Krsna:

"A deusa transcendental Srimati Radharani é o complemento direto do Senhor Sri Krsna. Ela é a figura central dentre todas as deusas da fortuna. Ela possui toda a atratividade para atrair o todo-atrativa Personalidade de Deus. Ela é a potência interna primordial do Senhor."



"Dentre todas as pessoas, é a companhia de Sri Radha que o Senhor Madhava é especialmente glorioso, assim como Ela é especialmente gloriosa na companhia dEle.”

KRSNA MAHA MANTRA:



हरे कृष्णा हरे कृष्णा
कृष्णा कृष्णा हरे हरे
हरे राम हरे राम
राम राम हरे हरे

hare krsna hare krsna
krsna krsna hare hare
hare rama hare rama
rama rama hare hare

KRSNA E BALARAMA




Outrora, em todas as casas, guardava-se iogurte, manteiga e outros derivados do leite em um Balanço pendurado no teto. Krsna e Balarama não conseguiam alcançá-los, então eles deram um jeito para pegar os potes: eles empilharam várias tábuas, viraram os potes e faziam buracos com suas mãos para que o conteúdo escorresse e eles pudessem bebê-los. Este era um dos meios deles roubarem manteiga.

Quando o cômodo estava muito escuro, Krsna e Balarama iam até lá e iluminavam o lugar com suas jóias preciosas que os adornavam. Em geral Krsna e Balarama utilizavam várias maneiras para roubar manteiva e leite das casas vizinhas.

Este é um dos passatempos mais interessantes de Krsna e Balarama.



O APARECIMENTO DO SENHOR KRSNA



Em um tratado astronômico, denominado Khamanikva, há minuciosa descrição das constelações no momento do aparecimento do Senhor Krsna há 5 mil anos. Está confirmado que a criança que nasceu naquele momento auspicioso foi o Brahman Supremo.
Krsna foi concebido na família do rei Surasena, líder da dinastia Yadu, que governava o país conhecido como Mathura e também o distrito de Surasena. Mathura tornou-se a capital do reino dos Yadus, que eram pessoas nobres e possuiam boas qualidades.

Vasudeva, filho de Surasena, logo após o matrimônio com Devaki, estava indo para casa em sua quadriga com a esposa recém-casada. O pai de Devaki, conhecido como Devaka, contribuíra com um bom dote porque tinha muita afeição pela filha.
Como se afirma no Bhagavad-Gita - Cap.4 – Vs 6, 7 e 8 - Krsna descende a este mundo material simplesmente para proteger os piedosos e destruir os impiedosos.

O nascimento do Senhor não é semelhante ao do homem comum que é forçado a aceitar um corpo material de acordo com seus feitos passados. Ele aparece a seu bel prazer. Quando chegou o momento do aparecimento do Senhor, as constelações se tornaram muito auspiciosas. A influência astrológica da estrela conhecida como Rohini também predominava, porque essa estrela está sob a supervisão direto de Brahma. Segundo a constituição astrológica, além da situação apropriada das estrelas, há momentos auspiciosos e inauspiciosos causados pelas diferentes situações dos diferentes sistemas planetários. Na ocasião do nascimento de Krsna, os sistemas planetários entraram em uma conjunção harmoniosa para que tudo se tornasse auspicioso. Havia uma atmosfera de paz e prosperidade em todo o planeta, de leste a oeste. Podia-se ver estrelas auspiciosas no céu e havia sinais de boa fortuna sobre a Terra.


Vasudeva e sua esposa Devaki estavam presos no calabouço do palácio do malvado rei Kamsa, quando Devaki ficou grávida do seu 7º filho (os seis primeiros haviam sido assassinados por Kamsa). Quando Krsna apareceu para Vasudeva como uma criança maravilhosa que nascera como um bebê de quatro braços, segurando o búzio, a maça, o disco e a flor de lótus, decorado com a marca de Srivatsa, usando colar adornado com a pedra kaustubha, vestido em seda amarela, deslumbrante como uma brilhante nuvem negra, usando um elmo ornado com a pedra vaidurya, valiosos braceletes, brincos e outros ornamentos similares por todo seu corpo e muito muitos cabelos na cabeça. Vasudeva ficou maravilhado. Vasudeva desejava comemorar com uma grande festa mas lembrou-se que estava algemado dentro das paredes da prisão de Kamsa. Então agradeceu mentalmente e prostrou-se com as mãos postas começou a orar. Nesse momento Vasudeva encontrava-se em posição transcendental e libertou-se totalmente de todo o temor. O Senhor, após mostrar a Devaki e Vasudeva todas as suas encarnações como mãe e pai dele, ordenou-lhes que o levasse imediatamente para Gokula e o substituíssem pela filha que acabara de nascer de Yasoda. Após isso, o Senhor converteu-se numa criança comum e permaneceu em silêncio.

No momento em que Vasudeva tentava retirar-se com Krsna, nascia de Yasoda e Nanda Maharaja uma menina. Por ser ela Yogamaya, a interna do Senhor, pela influência dessa potência todos os residentes no palácio de Kamsa, especialmente os porteiros, foram dominados por um sono profundo, e todas as portas do palácio se abriram. A noite estava muito escura e enquanto Vasudeva levava Krsna em seu colo a escuridão da noite desapareceu (o Senhor Krsna é como a luz do sol, e onde quer que esteja, a energia ilusória, que é comparada à escuridão, não pode permanecer). Vasudeva pode ver tudo exatamente como se estivesse à luz do dia. Ao mesmo tempo trovejou no céu e caiu uma chuva torrencial. Enquanto Vasudeva levava seu filho Krsna debaixo da chuva, o Senhor Sesa, na forma de uma serpente, estendeu seu capelo sobre a cabeça de Vasudeva para que a queda da chuva não o dificultasse. Vasudeva alcançou as margens do rio Yamuna e viu que as águas bramiam onduladas e que toda a extensão do rio estava cheia de espuma. Ainda assim, o rio furioso abriu passagem para Vasudeva atravessar. Chegando ao outro lado Vasudeva dirigiu-se à casa de Nanda Maharaja, situada em Gokula, onde encontrou todos dormindo profundamente. Ele aproveitou a oportunidade para entrar silenciosamente na casa de Yasoda, e sem dificuldade trocou seu filho pela menina que acabara de nascer, retornando ao palácio de Kamsa e em silêncio colocou a menina no colo de Devaki. Vasudeva se algemou novamente para que Kamsa não pudesse perceber que algo tinha acontecido.

Yasoda compreendeu que havia dado à luz uma criança, mas como estava muito cansada ela dormiu profundamente. Quando despertou, não pode se lembrar se dera à luz um menino ou uma menina.
Embora Krsna fosse filho de Vasudeva e Devaki, Vasudeva não pode apreciar a cerimônia natalícia de seu filho por causa das atividades atrozes de Kamsa, mas Nanda Maharaja, pai adotivo de Krsna, celebrou com muita alegria. Conforme o costume védico, ele chamou os astrólogos e brahmanes eruditos para que eles executassem a cerimônia. Quando uma criança nasce, os astrólogos calculam o momento do nascimento e fazem o horóscopo da vida futura da criança.

Outra cerimônia que se realiza depois do nascimento da criança: todos os membros da família tomam banho, purificam-se e se decoram com ornamentos e guirlandas; depois eles se apresentam perante a criança e os astrólogos para ouvir as predições astrológicas sobre a vida futura da criança. Todos os brahmanes que estavam ali reunidos cantavam mantras auspiciosos, conforme os rituais, enquanto músicos executavam canções para festejar o nascimento da criança. Nessa cerimônia todos os semideuses, bem como os antepassados da família, também são adorados. Nanda Maharaja distribuiu aos brahmanes 200 mil vacas bem decoradas e ornamentadas. Ele deu também montanhas de grãos decorados com roupas bordadas a ouro e muitas jóias.

Todos os brahmanes reunidos nessa cerimônia começaram a cantar diferentes tipos de mantras védicos (suta, magadha, vandi e virudavali) para invocar a boa fortuna para a criança. Acompanhando esse cantar dos mantras, músicos cantavam e tocavam cornetas e símbalos que soavam na parte de fora da casa. Nessa ocasião, podia-se ouvir as alegres vibrações em todos os campos e pastagens e em todas as casas. Dentro das casas eram salpicadas água perfumada e até mesmo nas estradas e ruas. Os tetos e telhados de todas as casas estavam ornamentados com diferentes tipos de bandeiras, festões e folhas verdes. Os pastos enfeitados com folhas verdes e flores. Todas as vacas e bezerros foram untados com uma mistura de óleo, açafrão e minerais vermelhos, barro amarelo e manganês azul. Eles usavam guirlandas e penas de pavões e estavam cobertos com belas mantas coloridas e colares de ouro. Todos os habitantes das redondezas incluindo os pastores de vacas, vestiam-se com roupas caríssimas e se enfeitavam com diferentes tipos de brincos e colares e usavam grandes turbantes sobre suas cabeças. Eles também levaram vários presentes e se dirigiram alegremente para a casa de Nanda e Yasoda. Todas as mulheres também se vestiram com roupas lindíssimas e caras e jóias e untaram-se de cosméticos perfumados.
Da mesma forma as gopis (pastoras de vacas) passaram pó de kurkuma em suas faces de lótus. Sobrecarregadas com seus pesados quadris e seios volumosos, as gopis não foram capazes de se dirigir para a casa de Nanda Maharaja com rapidez, mas devido ao amor extático que sentiam por Krsna elas prosseguiram tão rapidamente quanto puderam. Suas orelhas estavam decoradas com brincos de pérolas; seus pescoços estavam decorados com medalhões de ouro e pedras preciosas; nos lábios e olhos usavam diferentes tipos de batons e cajais; em suas mãos usavam lindas pulseiras douradas. À medida em que caminhavam apressadamente, as flores e guirlandas que decoravam seus corpos caíam pelo chão e parecia que choviam flores do céu. Devido aos movimentos dos diferentes tipos de enfeites que ornamentavam seus corpos, elas pareciam ainda mais belas.

Logo que chegaram à casa de Nanda e Yasoda, elas abençoaram a criança: “Querido Krsna, viva por muitos anos para poder nos proteger!”. Enquanto abençoavam a criança dessa maneira, elas ofereram-lhe uma mistura de pó de açafrão com óleo, iogurte, leite e água, a qual borrifaram não só no corpo de Krsna, mas também em todas as pessoas que estavam presentes. Ao verem o divertimento das pastoras de vacas (gopis)), os pastores de vaca (gopas) ficaram muito entusiasmados e, em resposta, também começaram a atirar aquela mistura uns nos outros. Nanda Maharaja ficou muito feliz com o divertimento e generosamente deu de presente aos cantores e músicos que ali estavam tocando e cantando versos e mantras dos Upanisads e dos Puranas. Nanda Maharaja deu-lhes diferentes tipos de roupas, jóias e vacas em caridade (é importante frisar o quanto eram abastados os habitantes de Vrindavana que simplesmente criavam vacas naquela Era). Os pastores de vacas pertenciam à comunidade dos vaisva, e sua ocupação consistia em proteger as vacas e cultivar grãos e outros legumes. Possuíam uma abundância tal de tipos variados de produtos lácteos e sua riqueza provinha do leite, iogurte, manteiga, queijos e outros produtos lácteos, e como negociassem com seus produtos agrícolas, eles tinham grande abundância de roupas, ornamentos e muitas jóias. Eles não apenas possuíam como também podiam dá-las em caridade, tal como o fez Nanda Maharaja.

Assim, Nanda Maharaja, o pai adotivo de KRSNA, começou a satisfazer os desejos de todos ali reunidos. Os brahmanes eruditos, que não tinham outra fonte de renda, dependendo completamente das comunidades vaísva e ksatriva para sua subsistência, e recebiam presentes em ocasiões festivas, tais como aniversários, nascimentos e casamentos.

Enquanto adorava o Senhor Visnu e tentava satisfazer todas as pessoas presentes nessa ocasião, Nanda Maharaja só desejava que o menino KRSNA recém-nascido fosse feliz. Nanda Maharaja ignorando que esse menino era a Origem de Visnu, orava a Este para que O protegesse.